Tratamento do Ronco e Apnéia

Tratamento do Ronco e Apnéia

Tratamento do Ronco e Apnéia

O Ronco e a Apneia

Se caracterizam como distúrbios do sono que vem afetando grande parcela da população mundial, sendo mais presente nos homens que nas mulheres e na faixa dos 30 aos 60 anos. Com relação ao gênero, na faixa etária de 20 a 30 anos a proporção é de três homens para uma mulher e para a faixa etária de 40 a 50 anos esta proporção se torna 1:1.

O ronco é uma ventilação sonora causada por vibrações dos tecidos do palato mole e faringe, quando da passagem do ar, durante a respiração. A região da orofaringe está mais relaxada quando a pessoa dorme, alterando o tamanho e a forma do conduto respiratório. Fatores como idade, menopausa, obesidade e gravidez contribuem para aumentar incidência dessa respiração sonora. O ronco é um problema familiar e social, pois incomoda mais quem está dormindo próximo; seu som chega a alcançar altos níveis impedindo que o companheiro (a) tenha um sono tranquilo. 

 O ronco na maioria das vezes, está associado à apneia obstrutiva do sono, que é um problema silencioso e grave, pois traz sérios riscos à saúde. Estudos afirmam que as pessoas com apneia têm 30% mais chance de sofrer infarto e acidentes vasculares cerebrais. A apneia ou hiperventilação obriga o músculo do coração a trabalhar com sobrecarga, elevando a incidência de doenças cardíacas e o risco de morte.

 Ainda, a apneia compromete a função de vários sistemas do organismo, aumentando a ocorrência de hipertensão, obesidade, problemas digestivos, hormonais, vasculares e urológicos. Sintomas físicos, além do ronco alto e do sono agitado e não reparador, podem ser: arritmia cardíaca, cefaléia matinal, noctúria (levantar à noite para urinar), impotência e refluxo gastresofágico noturno.Como a qualidade do sono é afetada, as pessoas que sofrem desse mal têm uma sonolência diurna excessiva com dificuldade de concentração, o que faz com que as chances de sofrer acidentes automobilísticos e no trabalho elevem-se cerca de sete vezes. São também observadas alterações comportamentais e sociais. Sintomas psicológicos como irritabilidade, depressão, redução da capacidade cognitiva e de aprendizagem, são bem comuns.

TRATAMENTO:

O tratamento desta disfunção necessita uma abordagem multidisciplinar. O diagnóstico é feito através do exame clínico e avaliações médicas e odontológicas. A apnéia só pode ser diagnosticada por um exame chamado polissonografia, normalmente realizada em laboratórios.
 
O tratamento com aparelho oral é hoje um dos mais indicados e é eficiente na maioria dos casos. Ele posiciona a mandíbula para frente tracionando os tecidos da garganta, aumentando assim, a passagem para o ar; ainda, não deixa que a boca se abra quando a pessoa dorme. Segundo o Primeiro Consenso Brasileiro em Ronco e Apneia do Sono, a indicação e instalação dos aparelhos orais deve ser feita por um profissional de odontologia (dentista) qualificado, com conhecimentos de medicina do sono, disfunções têmporo-mandibulares, oclusão dentária e estruturas associadas.